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Ter razão ou ser feliz?

É melhor ter razão ou ser feliz? Esse é o título do texto de Thais Accioli , especialista em terapia floral, formada pela Escola de Enfermagem da USP. Seu questionamento baseia-se na famosa frase que corrre pela internet, dita por Ferreira Gullar numa Flip (Feira Literária Internacional de Paraty) : "Eu não quero ter razão, quero ser feliz" . Ele confessa que, hoje, gosta mesmo é de viver em casa pintando seus quadros em vez de brigar  por causa da política do país. E o que será que nos faz mais felizes? Tentar dar opiniões é tão sadio quanto ler poesia ou ouvir música. É o momento em que nos expressamos, expomos nossos pontos de vista a repseito do que nos cerca. Simples. É, mas, talvez, não estejamos conseguindo efetuar o diálogo. A autora trata do "ter razão" sistemático, que ela relaciona a uma mania originada no individualismo, que vem acontecendo muito, e que gera confusão, polêmicas, brigas, chegando até a rupturas, e em vários tipos de relacioname...

Liberdade de ser

Em minha recente mudança, minha mãe viu um livro, veio me dizer que queria levá-lo para ler. É um livro de crônicas e receitas alternativas, intitulado "Meditando na Cozinha" . As receitas são bem diferentes, porque são usados ingredientes que foram pesquisados pela própria autora, Sonia Hirsh . Uma da histórias que ela conta é a de um homem cujo cavalo estava doente. Tinha câncer em uma de suas pernas e precisava ser sacrificado. Como era muito religioso, não tinha coragem de tomar essa atitude, e, com dó do animal, resolveu soltá-lo, para que ele fosse viver seus últimos dias junto à natureza, menos triste ou sofrendo menos, talvez. E o cavalo se foi. Todos os dias, seu dono o observava de longe e percebeu que ele se alimentava sempre de uma pequena vegetação que havia num canto do pasto. Três semanas depois, ainda observando seu antigo animal, notou que ele estava diferente e pôde perceber que o câncer havia estancado e, de alguma forma curado. Intrigado com o...

Rejeição ou egoísmo?

Comenta Betty Milan, em sua coluna da Revista Veja desta semana, o caso de um homem que passou toda sua vida tentando agradar a todos com quem conviveu: filhos, mulher, chefe, amigos, todos. Desejava ser aceito e aprovado sempre. Diz ele ter " pavor de ser reprovado" e, com essa história toda chegou à conclusão de que assim agia para ser adorado e sentir-se superior, ou seja, por puro egoísmo.  Sempre pensei que quem assim age o faz por carência afetiva, agrada-se a todos, satisfaz-se o desejo do outro em detrimento do seu, pois o que se necessita é de aceitação, por medo de sofrimento pela rejeição. De certa forma, somos meio moldados já pela educação para sermos bem aceitos em sociedade, nos relacionamentos afetivos, pelos amigos ou no trabalho, para podermos conviver bem. É claro que, tal comportamento passa a ser patológico, quando o que se faz pelo outro é em detrimento de si mesmo.  Nunca pensei, no entanto, que esse tipo de comportamento pudesse indicar eg...

Tristeza... Felicidade, quem sabe?!

O que é tristeza e o que é felicidade? Só sabe o que é aquele que morre um pouco e vai nascendo todo dia um pouquinho.  Consegue respirar, ficar mais leve, mas não muito tempo; lembranças do seu íntimo lhe invadem, e ele não se sabe mais feliz. Tenta, levanta e pensa.  Se afirma entender, mas (que pretensão!) só consegue por alguns momentos. No entanto, são esses tais momentos, esses em que ele respira, é, ele respira luz, beleza e vê a si próprio como um ser capaz. Mas não é muito forte, volta a esquecer de si mesmo e fica lá escondido. No fundo, sabe que é dentro dele que pode imprimir grande alegria ou uma grande tristeza. Também sabe que toda a felicidade, bem, não é agora que vai conhecer. Mas se souber bem usar as armas que tem, pode nascer muitas vezes, sorrir, imprimir pequenas alegrias em si mesmo, a fim de passar ileso, quando seu ser insistir que ele não pode, não quer e não tem direito de ser feliz.  Ainda não sabe o que é a r...