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Mostrando postagens com o rótulo sentimentos

Pensamentos imperfeitos

Muitas vezes "pensamos estar pensando com nosso pensamento" e acreditamos mesmo nisso. Mas vamos agregando certos pensamentos ao nosso pensar por não usarmos nosso raciocínio.  Parece estranho que seja dessa forma que agimos, mas é o que muitas vezes acontece sem percebermos.  No trabalho, nem sempre conseguimos ficar longe de situações estressantes e vamos aumentando nossa malha de pensamentos nem sempre perfeitos que deixam de ser isentos, mas alterados por sentimentos e passam a ser reflexos do que vamos passando.  E diante de qualquer situação em que alguém diga ou faça algo que nos desagrada, já criamos um enredo em nossa mente e vamos pensando pensamentos que não seriam os nossos, se parássemos para refletir no que acontece à nossa volta.  Se lemos as notícias do jornal e saímos repercutindo nossas indignações sobre a situação nem sempre boa do dia a dia e iniciamos diálogos, cujo assunto sejam essas mesmas indignações, vamos criando e aumentando ...

O mistério de cada um

"Com todo o perdão da palavra, eu sou um mistério para mim." (Clarice Lispector) " Quem pode afirmar saber quem é seu pai, quem é sua mãe, quem são seus filhos?" É o que questiona Danuza Leão em sua crônica "A verdade de cada um" . Pergunta-se o quanto realmente conhecemos das pessoas que vivem conosco. Será que conhecemos quem é a pessoa que há tanto tempo vive junto de nós?  Para a escritora, "ninguém sabe o que o outro pensa, o que acha, o que quer, o que pretende fazer; sobretudo, o que é capaz de fazer" .  E o que a motivou a escrever sobre isso foi aquele caso, ocorrido há meses, do menino que levou a arma do pai à escola, atirou na professora e, em seguida, suicidou-se. "O que teria passado pela cabeça daquele menino? Ninguém nunca saberá."  Argumenta ainda com aqueles casos de homens que saem para comprar algo e nunca mais voltam para casa. Somem e nunca mais se tem notícia deles. E realment...

Você é capaz de perdoar?

Eu amo tudo que foi Tudo o que já não é, A dor que já me não dói, (...) O que deixou alegria / Só porque foi, e voou E hoje é já outro dia." (Fernando Pessoa) Todos sabemos que é necessário perdoar o que nos é feito ou dito, o que nos magoa ou o que nos faz mal. Porém, ter consciência disso e conseguir fazê-lo já é outra coisa. E mais difícil. Existem pessoas que dizem "eu perdoo, mas não esqueço" e são convictas de que desta forma estão mesmo perdoando. No entanto, perdoar é esquecer* . É nem lembrar mais o mal feito a nós, as tristezas causadas, a dor deixada. E se a lembrança ainda existir, que pelo menos não cause mais dor.  Só mesmo quando isso tudo já não mais nos afeta é que podemos dizer, verdadeiramente, que perdoamos. Bom mesmo é não guardarmos rancor, tentar não cultivar esse sentimento ruim que é a mágoa, principalmente, porque quem magoa, muitas vezes nem lembra mais que nos magoou e pode até estar muito bem, sem nem lembrar o que fe...

O tempo

Qual a coisa mais preciosa do mundo, mais que o ouro, que todos os diamantes, todas as moedas fortes, toda a riqueza e poder da terra? Acertou quem respondeu o tempo. Coisa misteriosa este tal de tempo. Quando você não tem absolutamente nada para fazer, ele não passa, e se fica esperando que chegue a noite, e o dia seguinte, quase em desespero. Mas quando a vida está movimentada e boa, ele voa, e quando você se dá conta, a semana acabou sem saber como, e o mês também, e foram-se os anos. Não há meio termo: ou se morre de tédio ou de exaustão. O que é melhor? Difícil escolha.  Quando não se faz nada, sobra tempo para pensar em coisas que nos fazem ou fizeram sofrer, lembrar do passado com arrependimento, saudades, ou, o pior de tudo, com a sensação de não ter vivido - pensamentos, aliás, absolutamente inúteis. Quando o tempo sobra, qualquer palavra que se ouve é analisada, o contexto em que ela foi dita pode ter proporções perigosas, e até o tom de voz tem - ou pode ter - u...

Os nobres sentimentos [Danuza Leão]

Desde a mais tenra infância fomos ensinados a refrear certos sentimentos; era feio ter inveja, raiva, ódio e por aí vai. Mas será mesmo? E quem é a santa que só tem no coração bondades e caridades para com seu semelhante? Querendo ou não, os sentimentos - bons ou maus - aparecem, mas nos ensinaram que os piores - aqueles - devem ser afastados, em nome já esqueci de quê. E como fingir que eles não existem, como ignorar o que está dentro do peito?Que tal tentar conviver com eles reconhecendo que somos apenas pessoas, para o mal e para o bem? Digamos que sua grande amiga seja maravilhosa, tenha dez centímetros mais do que você e dez quilos menos; além disso, é charmosa, inteligente e generosa, o que, aliás, não é nenhuma vantagem, com tantas qualidades, e consegue seduzir, sem esforço, todos os homens do pedaço, inclusive ele - aquele. Que raiva; que inveja. Fazer o quê? Em primeiro lugar reconhecer, com todas as letras, o que está sentindo e as razões desses sentimentos. Feito i...

Quem são seus amigos?

"São como os lugares São como as palavras Velhos amigos Ficarão também" (Oswaldo Montenegro) Hoje encontramos vários sites de relacionamento na internet e em todos eles podemos adicionar diversos amigos. E quanto mais amigos adicionados melhor. Então vemos perfis com 200, 300, 500 ou 1000 pessoas adicionadas. Perfis lotados de amigos. Nada contra isso, porém, meu pensamento me leva à palavra amigo , que, de certa forma, anda meio desgastada, usada demais e longe de seu significado original, talvez adquirindo outros. Mas afinal, o que é ser realmente um amigo? Segundo o Aurélio, " é ter laços de amizade por alguém". E amizade, um " sentimento fiel de afeição, simpatia, estima ou ternura entre pessoas que geralmente não são ligadas por laços de família ou por atração sexual" . Portanto concluo que banalizamos mesmo a palavra amigo . Quem poderá fazer algo por nós num momento de tristeza? Ou quando precisarmos de um conselho? É, só mesmo...

Quando dezembro chegar...

Dezembro sempre foi um mês especial para mim, desde pequena. Era o final de uma jornada, fim de todo um ano de estudos. Era início de um período alegre de preparativos para as festas, comprar presentes, arrumar a árvore. Era a ansiedade positiva das festas de Natal e passagem de ano. Além disso, vinham as férias, o verão, sol e calor. Era um ano todo terminando com um saldo que, quando somos crianças ou adolescentes é sempre bom. Era um dever cumprido.  Mesmo adulta, esse sentimento nunca mudou em mim. Talvez pelas férias, sempre em janeiro, até hoje vejo dezembro e fim de ano desta maneira. Às vezes com espanto pela rapidez com que se aproxima, mas com alegria sempre.  Se o ano foi bom, ótimo, final feliz de uma jornada intensa, às vezes, cansativa, mas muito boa. Se foi um período de problemas e dificuldades, ótimo também, a chegada de um ano novo nos traz esperança de novas conquistas, mudanças e o desejo de dias bem melhores.  É um mês em que se planeja...

Renovando energias e sentimentos

Tem dias em que acordo com vontade de arrumar alguma coisa, nem sei o quê. Talvez vontade de arrumar aquelas gavetas em que guardamos objetos de que nem nos lembramos, mas sabemos que estão lá, guardados há tempos, numa gaveta qualquer. Talvez fazer uma mudança nos livros que já lemos e ficaram lá guardados também, as roupas que já não são usadas, papéis sem utilidade nenhuma. Quanta coisa!  Quando fazemos mudanças em nossas coisas, fazemos também mudanças nas energias que se acumularam junto delas e que deixaram de fluir naturalmente. Interessante é perceber que, ao iniciar tais mudanças em nossas gavetas e armários, parece que algo em nós também se modifica. É, jogamos fora energias junto daqueles objetos que não têm mais utilidade para nós.  Roupas, livros, objetos já sem uso podem ser muito úteis para outras pessoas que precisam muito mais que nós. E, dessa forma, modificamos nosso ambiente, as energias passam a fluir de forma diferente, positiva, natural, dan...

Você é capaz de escutar-se?

"Nós nos fazemos por meio da palavra, e, no entanto, a consciência disso é insuficiente. E poucos são capazes de escutar-se, e essa incapacidade é a maior razão do conflito entre as pessoas e os povos." (Betty Milan) Sempre achei a palavra algo mágico carregado de possibilidades que nós falantes imprimimos a ela. Com ela nos conhecemos e conhecemos o outro, sabemos do mundo, vivemos e, sem ela vamos perdendo, sofrendo, morrendo aos poucos. Saber usar bem a palavra é imprimir-lhe o que há de construtivo e verdadeiro de forma a levar alegria e benefício aos que a escutam.  No entanto, ela pode ser destrutiva e cruel. Seres falantes que somos, expressamo-nos, lançando ao redor tudo aquilo que carregamos dentro de nós: alegramos quem nos ouve, criamos sentimentos de amizade, amor e respeito, mas também excluímos, machucamos, podemos até prejudicar. Enfim, a palavra serve de fio condutor. Nós nos ligamos às pessoas através dela. Pronunciamos a palavra que une e felic...

Entre emoções intensas, serenidade...

Felizes aquelas pessoas que diante dos diversos fatos da vida diária, bons ou não, corriqueiros ou inesperados, conseguem ter a serenidade necessária para não se verem diante de grande desequilíbrio. Serenidade não é um estado necessário apenas para enfrentarmos emoções intensas geradas por sofrimento.  Emoções intensas podem ser resultado de grande alegria ou até mesmo euforia. É como se um enorme arrebatamento até nos desse uma noção errônea do real. Ou se, em estado de euforia, quiséssemos manter sentimentos, desejos guardados e que, de repente, parecem realizações, afinal. Porém, muitas vezes nos confundimos diante das expectativas que alimentamos.  Em muitos momentos somente a serenidade pode nos manter num eixo certo, em equilíbrio de emoções, fazendo-nos perceber a realidade das coisas, bem como perceber que é possível passar por emoções intensas de alegria e plenitude, tristeza ou dor e não nos abalarmos emocionalmente, não sofrermos com decepções. É aquel...

Quanto você gosta de si mesmo?

Parece uma bobagem, não é? Gostar de si... Claro que gostamos de quem somos e do que construímos até hoje para nossas vidas. Mas será mesmo? De repente dizemos isso, e não é bem aquilo que realmente carregamos dentro de nós como uma verdade.  Mentimos para nós mesmos? Não! Só não sabemos que lá dentro temos algumas vontades e desejos não satisfeitos (é, temos sim!). Fomos sempre criados a fazer o bem para os outros, sermos pessoas boas, sermos solidários, ajudar a todos, agradar os que estão à nossa volta... Sermos milhões de coisas boas e maravilhosas que esperam de nós. E fazemos tudo isso! Mas será que, em alguns momentos, não esquecemos de olhar para dentro de nós e ver se estamos fazendo tudo que desejamos, tudo que sonhamos? Estamos ousando?! Estamos realmente vivendo tudo dessa vida? Sendo "egoístas" um pouquinho, sem medo e sem culpa? É, porque ser generoso é bom e bonito, mas perde o valor se esquecemos destas pessoas legais e importantes para nós: "nó...

Tudo o que eu deveria fazer...

Desde pequena fui educada para ser uma menina boazinha, sim, de quem todos gostassem, com quem todos se sentissem bem, que estudasse e, consequentemente as professoras e professores se orgulhassem. Era muito feio brigar na rua ou na escola, assim como falar palavrão, responder para os mais velhos, não dizer "Muito obrigada!" ou "Bom dia!"... Enfim, aprendi muito bem o que eu não deveria fazer e sempre fiz o que deveria.  Aprendi todas as lições. Eram as mesmas lições que minha mãe recebeu da minha querida e amada avó, de quem morro de muitas e muitas saudades... E fui crescendo e ficando uma adolescente, quase moça, quase mulher sempre ouvindo muito os conselhos dos mais velhos como chegar cedo, ter juízo, não fumar, não beber. Depois veio a fase do "cuidado!" agora eu estava com o namorado.  Fui, dessa maneira, tornando-me uma pessoa voltada sempre para aquilo que "eu deveria fazer". E eu deveria fazer, mesmo? Sim! E se eu não fizesse ...

Pensamentos, palavras e sensações

Criei esse blog com o intuito despretensioso de fazer com que meus pensamentos e sensações pudessem ser traduzidos por palavras.   Não é tarefa fácil, não sou escritora. Porém a vontade existe, e por que não tentar ou, pelo menos, exercitar?   Sempre recorri a poesias, textos e músicas que diziam muito de mim. Por que não soltar meu pensamento e deixar que ele me leve? E que me possibilite escrever aqui o que sinto, penso ou vejo de interessante nessa minha vida.   Então aí vai...   Seja bem-vindo você que aí lê. Rita Ribeiro [Sob Licença Creative Commons - Leia e respeite os direitos autorais]