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Saudades, nostalgia, lembranças...

Lembro-me bem de que, quando mudei para Campinas, meu pai, que havia nascido aqui, passou a procurar os lugares sobre os quais ouviu meu avô falar durante toda sua vida. Meu avô gostava muito da cidade, mas mudou-se para São Paulo. Um dos lugares que meu pai mais procurou foi a casa em que morou desde que nasceu. Ele sabia que era um sobrado em frente à Maternidade de Campinas, aliás, onde ele havia nascido. Mas para encontrar o tal sobrado foi difícil, pois, pelo que diziam a ele, em frente da Maternidade nunca houve esse tipo de sobrado que meu avô descrevera.  Meu pai procurou, procurou e nada. O tempo passou até que um dia, conversando com um vizinho, cuja família é antiga aqui de Campinas, soube que onde era a antiga Maternidade, fora construída a rodoviária da cidade. Foi uma surpresa: a Maternidade que conhecíamos não era onde meu pai havia nascido. Com essa informação ele pôde, então, encontrar o sobrado em que viveu. Brincava ele que estava contente em desco...

O mergulho silencioso e interior

Todos nós, em algum momento da vida, diante de alguma tristeza ou alguma grande dificuldade sentimos a necessidade de encontrar respostas para questionamentos sobre o que somos e o que é a vida. Cada um tem seu caminho. Uns buscam respostas na religião, outros na meditação, outros em terapia, outros na literatura. E tudo é importante, toda busca é válida e necessária, se através dela a pessoa consegue encontrar-se, encontrar um caminho para o conhecimento do que a infelicita, a cura de algo que nem ela consegue entender.  Isso não é fácil. É um processo interior difícil e muito complicado, porque somos seres complexos, somos um mundo desconhecido dentro de nós. Palavras não traduzem nossos pensamentos e sentimentos, nossas angústias e emoções. Decifrar-nos é crescimento, é experiência de vida. E quando vemos frutificar nossas buscas, o sentimento é de grande vitória, mesmo que elas sejam pequenas e uma de cada vez. Compreender a nós mesmos é muito difícil, mas essencial pa...

Há um vampiro bem perto de você!

Sim, vampiros existem. É, mas não fique contente pensando que são parecidos com o Robert Pattison , intérprete do vampiro Edward Cullen da série Crepúsculo escrita por Sthefenie Meyer . Não! Os vampiros a que a me refiro são da vida real. Que pena, não? Pois é... São pessoas bem próximas de nós que, em vez de nos morderem e sugarem todo nosso sangue, usam outros métodos e, o que gostam mesmo de sugar são as nossas energias.  Escrevo este post, pois achei bastante interessante matéria* que li no UOL , esclarecendo o que acontece nos relacionamentos de pessoas que agem exatamente desta maneira. São aquelas pessoas que nos tiram do sério, que nos cansam e são para nós enorme desgaste no nosso dia a dia. Sim, você conhece um... Ou mais! É aquele chefe chato opressor ou aquele colega invejoso, aquelas pessoas que adoram saber coisas da vida alheia ou as que se fazem de vítima de todas as situações da vida. Conhece alguém assim? Acredito que todos conhecemos.  E pior...

No caminho que faço

Nem sempre observamos bem o que há no caminho que fazemos diariamente. E seria bastante interessante se o fizéssemos. Quando volto caminhando para casa, entre 18h e 19h30, percorro duas grandes avenidas até que a minha rua chegue. Hora do rush , muitos carros, muitas pessoas em muitos semáforos. Gosto das avenidas largas e arborizadas, movimentadas e iluminadas, não só pela iluminação pública, mas também a dos faróis e lanternas dos carros.  O céu pode ainda estar meio claro ou começando a escurecer, e isso é sempre bonito de ver. Sempre entro numa padaria, cujo pãozinho eu adoro e então, eu vou... Vou seguindo a avenida, que desce, e mais à frente tem muitos prédios de apartamentos (o comércio já ficou pra trás) e, por isso, além das pessoas que, como eu, voltam pra casa, vejo moças, homens e senhoras com seus cães, porque é a hora de passear.  Passa o senhor com seu labrador simpático mais a daschaund neurótica que late pra mim escandalosamente, o que faz ...

Eu arrumo tudo!

Vendo novela, dias desses, ouvi um diálogo em que uma personagem, ao ver a outra arrumando suas coisas e desfazendo-se de muitas roupas, diz ter ouvido que, quem faz muitas arrumações está precisando arrumar a si mesmo interiormente. Fiquei pensando naquilo. E acabei me lembrando daquele princípio do Feng Shui, segundo o qual, é necessário que arrumemos nossos armários, gavetas e objetos, deixando fluir as energias o que transforma o ambiente e nos traz bem-estar. Até fiz um post a respeito. Continuei pensando, então, em mim mesma e como sou no meu dia a dia. Na fala da personagem está implícita a ideia de que manter tudo sempre muito arrumado é sinal de uma grande necessidade de organização e controle do que está à nossa volta, e que isso pode ser uma procura de ordem de um caos que está em nós. Será mesmo? E de ficar pensando nisso, lembrei-me de um cara em cuja loja comprei o box de meu banheiro. Ao ver meu apartamento, comentou: "Você é detalhista, não é?" Eu...

Nossas perdas

Perdas. Estamos sempre perdendo algo no decorrer de nossas vidas. Perdemos paciência, perdemos vontade. Paciência com o que nos parece difícil enfrentar; a vontade de fazer coisas simples como sair e nos divertir; caminhar; acordar (ou dormir) cedo; até trabalhar. Além de vontade e paciência, perdemos tempo, perdemos tempo falando muito e fazendo pouco ou falando pouco e fazendo muitas bobagens. Perdemos o ânimo, a esperança, a alegria, o entusiasmo, porque passamos por fases difícieis de nossas vidas que nos colocam à prova; e voltamos a perder paciência, vontade e tempo.   Mas por passarmos por tudo isso, temos ganhos, pois um dia precisamos acordar e voltar a viver e, para isso, ter vontade e ânimo e ver que o tempo é precioso e que a vida precisa ser vivida com entusiasmo, alegria e esperança. Todos perdemos, do material ao emocional. Estas são perdas pelas quais passamos por toda a vida e com as quais aprendemos e crescemos. E temos perdas maiores, a das pessoas co...

Os nobres sentimentos [Danuza Leão]

Desde a mais tenra infância fomos ensinados a refrear certos sentimentos; era feio ter inveja, raiva, ódio e por aí vai. Mas será mesmo? E quem é a santa que só tem no coração bondades e caridades para com seu semelhante? Querendo ou não, os sentimentos - bons ou maus - aparecem, mas nos ensinaram que os piores - aqueles - devem ser afastados, em nome já esqueci de quê. E como fingir que eles não existem, como ignorar o que está dentro do peito?Que tal tentar conviver com eles reconhecendo que somos apenas pessoas, para o mal e para o bem? Digamos que sua grande amiga seja maravilhosa, tenha dez centímetros mais do que você e dez quilos menos; além disso, é charmosa, inteligente e generosa, o que, aliás, não é nenhuma vantagem, com tantas qualidades, e consegue seduzir, sem esforço, todos os homens do pedaço, inclusive ele - aquele. Que raiva; que inveja. Fazer o quê? Em primeiro lugar reconhecer, com todas as letras, o que está sentindo e as razões desses sentimentos. Feito i...