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Mostrando postagens com o rótulo prazer

Você fala muito de si?

Você já parou para observar se fala muito de si? Sim, pois existem pessoas que têm a característica de falar muito a respeito do que pensam, gostam de dar suas opiniões, estão sempre falando de si. São  pessoas comunicativas, que possuem a facilidade de se expressar.  E como sabemos, o mundo das palavras e a capacidade de se expressar bem nos possibilita a troca de ideias, de adquirirmos conhecimento, de aprendermos e criarmos.  No entanto, em um artigo publicado na Folha de S. Paulo *, a neurocientista e professora Suzana Herculano-Houzel  conta que  "de 30% a 40% da fala cotidiana trata de experiências próprias ou relacionamentos" e que 80% do que se publica nas mídias sociais servem para "irradiar ao universo a vida pessoal de cada um" , como ela mesma diz. Muita coisa, não?! Infelizmente, pelos números se vê que temos usado palavras de mais para expressar conhecimento novo de menos. Poderíamos estar criando mais e sendo mais produtivos....

A molécula do amor e da amizade

No ano passado, lendo alguns artigos na Revista Superinteressante e, também, na Veja , escrevi dois posts que tratavam de experiências feitas por neurocientistas mostrando o funcionamento bioquímico do nosso cérebro naqueles momentos mágicos de grande paixão e atração física entre homem e mulher.  Segundo os artigos, a taquicardia, o nervosismo, o rubor na face, entre tantas outras sensações de prazer, que só os apaixonados sentem, ocorrem em virtude da liberação de neurotransmissores como a endorfina e a dopamina, entre outros. Explicam que a liberação se dá para homem e mulher se atraírem fisicamente e, passada essa fase de arrebatamento e atração, outra se seguir. É aquela em que, após o orgasmo e os momentos de grande prazer, um outro hormônio ser criado: a oxitocina (ou ocitocina) que inunda o nosso cérebro e é responsável pela conexão emocional entre os parceiros, ou seja, sua função é fazer surgir um elo de grande afeto.  A explicação para isso estari...

O olhar que surpreende

Em alguns posts meus aqui do blog já falei sobre a dificuldade que as pessoas têm em olhar, ver e se encantar com a beleza que se encontra nas pequenas coisas do nosso dia a dia. Na correria não vemos "um pássaro bonito num fio do poste" , comentário de uma leitora em um desses posts, pois ela também tinha percebido que, mesmo num dia agitado e diante de tanta correria, havia espaço e tempo (acreditem!) para olhar e ver o que surpreende e nos maravilha, o que nos traz um pequeno momento de felicidade que só nós sabemos como é, só nós o vivenciamos. É um momento único * . Muitos podem ver uma árvore florindo e não ver nada de bonito. Isso é muito comum. Hoje em dia, para muitas pessoas, tudo o que é material passou a ser mais importante na vida e, dessa forma, observar pássaros, árvores, nuvens e o céu parece algo banal, bobagem, perda de tempo. E não é. Lendo o artigo de Betty Milan na revista Veja desta semana, intitulado "O gosto da surpresa"* , encontrei...

Para angústias, compras?!

Li um artigo que falava sobre a nova ordem em tempos de crise mundial: economizar. E quando pensamos em economizar, pensamos também em consumo excessivo. E logo concluímos: equilíbrio é o que devemos buscar. Para muitos isso é bastante difícil.  Conheço muitas pessoas que, assim que um modelo novo de celular é lançado, correm até a loja e já compram um novinho. Será que a compra do novo era tão necessária assim? Claro, esse é só um exemplo. Porém, até que ponto as pessoas não compram somente por serem seduzidas por um belo produto? Aquele que se promete moderno e novo, poucos possuem, enfim, está na última moda. Vivemos a era do consumo, do descartável.  Alguns psicólogos afirmam que, quando angustiados, ao comprar um presentinho para nós mesmos, esquecemos por alguns momentos nossas mágoas, ou seja, buscamos uma compensação. Acredito nisso. Quem não ficou feliz com a compra daquela blusa linda ou do sapato último modelo da estação? Todos já fom...