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Mostrando postagens com o rótulo convivência

Ter razão ou ser feliz?

É melhor ter razão ou ser feliz? Esse é o título do texto de Thais Accioli , especialista em terapia floral, formada pela Escola de Enfermagem da USP. Seu questionamento baseia-se na famosa frase que corrre pela internet, dita por Ferreira Gullar numa Flip (Feira Literária Internacional de Paraty) : "Eu não quero ter razão, quero ser feliz" . Ele confessa que, hoje, gosta mesmo é de viver em casa pintando seus quadros em vez de brigar  por causa da política do país. E o que será que nos faz mais felizes? Tentar dar opiniões é tão sadio quanto ler poesia ou ouvir música. É o momento em que nos expressamos, expomos nossos pontos de vista a repseito do que nos cerca. Simples. É, mas, talvez, não estejamos conseguindo efetuar o diálogo. A autora trata do "ter razão" sistemático, que ela relaciona a uma mania originada no individualismo, que vem acontecendo muito, e que gera confusão, polêmicas, brigas, chegando até a rupturas, e em vários tipos de relacioname...

Mentir é preciso?

Hoje, assisti em um telejornal do  Globo News a  um   debate, cujo tema era  "É necessário mentir?",   em que se levantaram muitos lados dessa questão.  Por que mentimos? Viver em sociedade é impossível sem pequenas mentiras? Existe mentira branca, mentira leve? Segundo os debatedores, nossos atos têm consequências e, para conseguirmos nos relacionar em sociedade, é necessário mentir.  É claro que, aqui, trata-se de pequenas mentiras que são ditas para não ofender ou magoar as pessoas, como, por exemplo, se alguém muda seu visual e pergunta eufórica se a outra gostou - e ela não gostou -, mas responde que "sim, claro, ficou bom!". Mentiu .  Eu, sou sempre pela verdade e sinceridade nas relações, mesmo porque, talvez por um traço meu de ansiedade, sou transparente demais e não consigo sustentar uma mentira. Quem me vê, logo percebe. Mas num caso desses, talvez eu também mentisse, e talvez a pessoa até percebesse que mentia. É, mentiria,...

O mal do orgulho

"Só sei que nada sei",  máxima que encerra um dos melhores ensinamentos, foi deixada pelo filósofo grego Sócrates , que nos faz compreender que sempre temos, e sempre teremos, muito o que aprender. Se o mundo é vasto, quem somos nós, pequenos seres aprendizes, a imaginar que sabemos tudo? No que nos diz o filósofo vejo a sabedoria da humildade nela contida. Humildade que se opõe ao orgulho e ao egoísmo, grandes males que os homens têm arraigados dentro de si. Aliás, vejo o orgulho como um mal, raiz de tantos outros males que cegam muitas pessoas. São pessoas presunçosas que pensam poder mais que outros, que pensam ser maiores e melhores, que pensam ter a verdade. É que têm um apego a si mesmos e que eu, sinceramente, não compreendo. Alguns desses que vejo por aí são incapazes de mostrar que podem aprender algo com um semelhante. Não ouvimos deles frases como: "Nossa! É mesmo? Não sabia!" ou "Que interessante, aprendi algo novo". Presunção, p...

Nossa forma particular de ser feliz

"Liberdade na vida é ter alguém pra se prender." (Fabrício Carpinejar) Talvez o escritor, poeta e artista multimídia Fabrício Carpinejar tenha, com esse paradoxo genial, encontrado o que é sua fórmula de felicidade. Não há dúvidas, receita para felicidade não existe, porque só o tempo e nossas experiências felizes (ou não) é que vão nos indicando tudo aquilo com o que nos identificamos; o que gostamos, o que nos dá prazer, o que nos faz pessoas melhores, o que nos dá paz de espírito e serenidade. Mas nessa busca, vamos tateando aqui e li, andando meio no escuro, errando, acertando, vencendo barreiras. E só vemos que estamos num processo de amadurecimento, quando nos deparamos com alguma adversidade. Nesses momentos, quando temos os amigos e a família ao nosso lado para nos apoiar é sempre bom, mas nunca é garantia de que superaremos os problemas, porque somos seres solitários, individualidades caminhando, buscando nossa identidade que tende a se modificar confor...

O mistério de cada um

"Com todo o perdão da palavra, eu sou um mistério para mim." (Clarice Lispector) " Quem pode afirmar saber quem é seu pai, quem é sua mãe, quem são seus filhos?" É o que questiona Danuza Leão em sua crônica "A verdade de cada um" . Pergunta-se o quanto realmente conhecemos das pessoas que vivem conosco. Será que conhecemos quem é a pessoa que há tanto tempo vive junto de nós?  Para a escritora, "ninguém sabe o que o outro pensa, o que acha, o que quer, o que pretende fazer; sobretudo, o que é capaz de fazer" .  E o que a motivou a escrever sobre isso foi aquele caso, ocorrido há meses, do menino que levou a arma do pai à escola, atirou na professora e, em seguida, suicidou-se. "O que teria passado pela cabeça daquele menino? Ninguém nunca saberá."  Argumenta ainda com aqueles casos de homens que saem para comprar algo e nunca mais voltam para casa. Somem e nunca mais se tem notícia deles. E realment...