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Intuição ou sabedoria?

Se você, que se pretende uma mulher intuitiva, acha que seu namorado está aprontando, pode ter certeza: ele deve estar mesmo. Mas cuidado: você pode também estar totalmente enganada. Dizem que a intuição não falha e que os que têm esse dom devem confiar mais nele; e há quem diga que isso não existe e que é a experiência de vida que nos faz captar quando algo não muito claro está acontecendo. As mulheres acham que captam no ar, antes mesmo que as coisas aconteçam, e quando - e se - acontecem, acreditam, mais que nunca, que são intuitivas.  Já reparou que nunca se ouviu falar em intuição masculina? Já a delas é famosa. Quando uma mulher apaixonada está numa festa, e entra um tipo de mulher que pode balançar o coração do homem que ela ama, começa a ciumeira, antes mesmo que ele a veja.  Pode não acontecer nada, em nome da civilidade, dos bons costumes, sobretudo da falta de oportunidade. Mas se mesmo assim ela faz uma cena de ciúmes, é chamada de louca, e até com uma ...

A molécula do amor e da amizade

No ano passado, lendo alguns artigos na Revista Superinteressante e, também, na Veja , escrevi dois posts que tratavam de experiências feitas por neurocientistas mostrando o funcionamento bioquímico do nosso cérebro naqueles momentos mágicos de grande paixão e atração física entre homem e mulher.  Segundo os artigos, a taquicardia, o nervosismo, o rubor na face, entre tantas outras sensações de prazer, que só os apaixonados sentem, ocorrem em virtude da liberação de neurotransmissores como a endorfina e a dopamina, entre outros. Explicam que a liberação se dá para homem e mulher se atraírem fisicamente e, passada essa fase de arrebatamento e atração, outra se seguir. É aquela em que, após o orgasmo e os momentos de grande prazer, um outro hormônio ser criado: a oxitocina (ou ocitocina) que inunda o nosso cérebro e é responsável pela conexão emocional entre os parceiros, ou seja, sua função é fazer surgir um elo de grande afeto.  A explicação para isso estari...

Viver sozinho é melhor?

Li uma entrevista de Flávio Gikovate* em que ele discute o fim do amor romântico e diz que "viver sozinho é melhor" . Fala da grande maioria de casamentos infelizes em que "não há confiança recíproca nem sinceridade". E que isso ocorre porque são pessoas, na sua grande maioria, diferentes - um sempre é mais genioso e egoísta; o outro mais tolerante e discreto. Para ele, no início sentem-se felizes, mas a tendência é de que com o tempo as diferenças comecem a criar conflitos e o final disso, diz o psiquiatra, é a separação. Conta que aconselha a seus pacientes: " se   tiver de escolher entre amor e individualidade, opte pelo segundo" .  Expõe também que há muitos solteiros felizes que "l evam uma vida serena e sem conflitos" . E que estes, quando sentem a sensação de desamparo que um solteiro pode sentir, resolvem o problema "sem ajuda" , "com paciência e treino" indo ao cinema, lendo um livro e assim " driblam...

Sofrendo por antecipação

Hoje, fazendo faxina em minha estante, entre livros, revistas, artigos de jornais que eu separava ou que alguém me dava, encontrei um chamado "Sofrer por antecipação"* em que uma neurocientista fala do sistema nervoso e a interpretação errônea que os livros didáticos lhes dão ao dizer que servem somente para "detectar estímulos e responder a eles" . Argumenta que, se assim fosse, um indivíduo mesmo que o fizesse "de forma coordenada e organizada, viveria eternamente no presente" , não teria a noção de passado, o que o impediria de reviver experiências ou de fazer planos para o futuro e, consequentemente, não sofreria por antecipação.  E ao pensar nisso, conta sobre o dia em que seu pai fez uma cirurgia do coração e que, há semanas, seu cérebro já a torturava com os riscos que ele correria. Explica que ficava imaginando tudo o que poderia dar errado na operação, passando o dia todo desnorteada. Quem já não passou pela experiência de ficar p...

O medo de ser feliz

Parece estranho que alguém possa ter medo de ser feliz, que queira mudar sua vida em busca do novo, queira sucesso e alegria, mas só consiga fracasso e frustração nessa busca. Inconscientemente temos um outro "eu" que não quer esse nosso sucesso. E assim, nós mesmos nos boicotamos sem saber.  São condicionamentos nossos que nos acompanham pela vida, fruto de nossa educação, do medo de fazermos algo que não é o que esperam de nós. E esses condicionamentos podem ser uma pesada herança emocional que carregamos e que nos impede de gozar a vida plenamente. E ao buscarmos felicidade e satisfação de nossos desejos, entramos em um conflito sem nem mesmo imaginarmos que ele exista, muito menos o porquê.  E criamos um verdadeiro monólogo interno que questiona nossas mudanças... "E se eu gostar? E se eu for feliz? E se der certo? Que medo!" Na verdade, na nossa zona de conforto, sentimo-nos seguros. Está tudo certo. Nossas vidas estão tranquilas, em ordem, esta...

Essa tal carência

Recebi carta de um leitor me fazendo a célebre pergunta: "Afinal, o que querem as mulheres?" Ele e seu grupo de amigos têm em torno de 40 anos, trabalham, são simpáticos, separados das mulheres, alguns com filhos, outros sem, mas não conseguem uma namorada; estão achando que o que as mulheres querem é um homem bonito, de sucesso, rico, apaixonado e fiel. Será?  Não, leitor, você não tem razão. As mulheres, para começar, são todas diferentes umas das outras, não existem duas iguais. Uma é capaz de gostar de um homem feio, pobre e sem emprego, casado, com filhos, além de tudo infiel (até a você), e se apaixonar perdidamente. Aliás, o que faz uma pessoa se apaixonar por outra? Vai saber. Este é um dos grandes mistérios da vida.  Pelas qualidades não é; pela disponibilidade não é; pela capacidade de serem fiéis também não. O interesse por alguém bate ou não bate; quantas vezes homens lindos e charmosos chegam perto de uma mulher, cheios de amor pra dar, e nada, porque ...

O que é ser solitário afinal?

Dia desses me perguntaram se eu era solitária e respondi que sim, que eu era. Depois fiquei pensando nisso. Mas o que é ser solitário? É uma pessoa viver sozinha, isolada e triste? Isso já é um estado de rejeição, desamparo, melancólico e angustiante. O que a pergunta trazia em seu contexto era o fato de eu ficar muito em minha casa. Sair pouco.  Tanto que a pergunta que se seguiu foi: "O que você faz em casa? Eu preciso sair, não aguento ficar dentro de casa" . E eu tenho fases mesmo de dificuldade de sair da "concha" - como diz um amigo que está sempre me cobrando pra tomar algo em um barzinho e colocar o papo em dia.  Então, fico pensando, se eu sair da concha e for pra balada todo os dias ou estiver dia e noite fora de casa, não serei solitária? Bom, já fiz muito disso, até demais, com amigas e amigos, e com namorados. É bom, mas em alguns momentos da vida, escolhemos a concha. Mas é uma opção.  É lógico que gosto de sair, jantar com um amigo...