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Postagens

Renovando energias e sentimentos

Tem dias em que acordo com vontade de arrumar alguma coisa, nem sei o quê. Talvez vontade de arrumar aquelas gavetas em que guardamos objetos de que nem nos lembramos, mas sabemos que estão lá, guardados há tempos, numa gaveta qualquer. Talvez fazer uma mudança nos livros que já lemos e ficaram lá guardados também, as roupas que já não são usadas, papéis sem utilidade nenhuma. Quanta coisa!  Quando fazemos mudanças em nossas coisas, fazemos também mudanças nas energias que se acumularam junto delas e que deixaram de fluir naturalmente. Interessante é perceber que, ao iniciar tais mudanças em nossas gavetas e armários, parece que algo em nós também se modifica. É, jogamos fora energias junto daqueles objetos que não têm mais utilidade para nós.  Roupas, livros, objetos já sem uso podem ser muito úteis para outras pessoas que precisam muito mais que nós. E, dessa forma, modificamos nosso ambiente, as energias passam a fluir de forma diferente, positiva, natural, dan...

Fecho os olhos e posso sentir

Por que motivo algumas pessoas não saem de nossas mentes, estejam perto ou não? O que acontece? Eu não sei bem explicar. Ficamos muito tempo sem falar com elas, sem vê-las, porém, quando as vemos novamente é como se tivéssemos visto ontem mesmo, o tempo não passou e nada mudou.  As sensações são as mesmas. Fechamos os olhos e podemos lembrar daquele olhar e do sorriso que vimos. Lembramos de sorrisos e conversas interessantes e não as esquecemos mais.  Que magia existe entre certas pessoas e nós que faz com que certas sensações muito boas fiquem em nossas lembranças?  São pessoas marcantes e por isso não as esquecemos, estejam onde estiverem, pois certamente mexeram com sentimentos nossos: fizeram-nos muito felizes e nos deixaram repletos de energias positivas de alegria, bom humor, simpatia e tantas outras sensações agradáveis possíveis de serem sentidas.  Com essas pessoas mantemos afinidade de pensamento e sentimento, e por isso permanecem em noss...

Tomando chuva sem pensar

Um amigo meu me sugeriu, agora há pouco, que enquanto ele assistisse a um episódio de uma série, eu escrevesse um post novo. Como se fosse fácil igual a tomar água, buscar um doce na geladeira ou abrir a janela. Pode? Até poderia tentar se eu tivesse assunto. Mas meu pensamento não tem me levado a algo interessante.  Dia desses fui visitando blogs amigos e fui me perdendo pelos links dos amigos dos amigos, e quando vi, nem sabia mais como havia chegado ali. Cheguei em um texto cuja autora dizia estar sem inspiração para escrever naquele dia e foi escrevendo, mesmo não sabendo o que escrever.  Será que o problema está em como começar? Eu até vim aqui conforme meu amigo falou e, como a tal moça, não sei sobre o que escrever. Falar sobre o quê? Nada me ocorre... Eu poderia falar das Olimpíadas no Rio em 2016... Não...  Bom, eu poderia escrever sobre meu dia, sobre trabalho, algo sobre a primavera que agora realmente chegou. Dias quentes e bonitos, mais cor, m...

Culpa, por quê?

"É a minha companheira inseparável Sua fidelidade é incomparável E me perdoa por não ter razão A minha culpa de estimação" (Cazuza) Por que sentimos culpa? Sim, todos nós sentimos certa culpa em determindados momentos da vida. Sentimos culpa como se tivéssemos fazendo algo errado ou deixando de fazer, sem poder. Ou, pelo menos, é isso que sentimos: uma certa cobrança vinda dos outros ou de nós mesmos. Talvez seja certa herança da religião que acabou permeando nossa educação. Sim, temos sido educados há muito tempo temendo sempre algo que nem sabemos bem o quê. E vamos vivendo e sofrendo com ela, pois sentimos culpa da forma que menos imaginamos.  A mulher, por exemplo, que resolve ter uma carreira, e casar mais tarde, e também ter filhos mais tarde, quando vê está sentindo culpa, pois o tempo vai passando. E quando resolve ter filho, sente culpa, pois como conciliar a carreira e o filho que virá? Por outro lado, se prefere casar, ter seus filhos, ...

Segurança, mudanças e riscos

"Cada história nos diz Algo sobre quem a contou Não há um destino a cumprir Toda escolha diz quem eu sou." (Lulu Santos) Durante muito tempo acreditei na ideia de que criar vínculos afetivos, laços de afinidade e de conhecimento duradouros fosse essencial para as relações do meu dia a dia, quer pessoais, quer profissionais, de amizade ou quaisquer outros. Como professora, trabalhava anos seguidos com os mesmos alunos, pois julgava mais produtivas as relações e, consequentemente, o aprendizado. E eram.  Para tudo sempre agi assim: o salão de beleza que sempre frequentei, as mesmas lojas, o posto de gasolina, além do mesmo eletricista e o pintor. E ainda tinha o supermercado, a farmácia ou a padaria preferidos. Curioso isso. Passamos a ter confiança nas pessoas e sabemos o que podemos esperar delas, bem como elas, de nós.  Mas até que ponto essa busca por vínculos duradouros não existe apenas para nos dar certa sensação de segurança diante das relaçõ...

Em busca do (re)equilíbrio

Mas enfim não há diferença. Se a flor flore sem querer, Sem querer a gente pensa. O que nela é florescer Em nós é ter consciência." (Fernando Pessoa) De um tempo para cá ando sentindo que ideias "zen" como equilíbrio, calma, serenidade, paz, estão um tanto distantes. Estou vivendo momentos extremamente contraditórios e em pequenos espaços de tempo. Que será isso? Pode-se até notar que nem listei a palavra felicidade, apesar de eu ter plena noção de que, quando estamos serenos, estamos felizes, com toda certeza.  A felicidade é efêmera mesmo. Sei que viver totalmente zen, além de impossível nesse nosso mundo doido, deve também ser um tanto monótono, algo para pouquíssimos que já não precisam aprender mais nada. No entanto, alguns momentos de calmaria são bons. Equilíbrio de emoções e sentimentos são remédio.  Viver em turbulência é difícil e também um teste de força de vontade e confiança. Ou devo dizer autoconfiança? É que acumulamos proble...

Esse meu jeito de ser...

"ela apronta outra ventania ela muda o tempo ela inventa a hora ela faz história em cada momento" (Jairzinho Oliveira) Existem pessoas com a incrível capacidade de atrair confusão ou mal entendidos, sem nem mesmo entender como. Acontece comigo e, é claro, não procuro. Nunca ninguém disse aquela frase normal que soa como uma crítica ou graça, um corte ou ironia? Ou que solta uma frase entendida contrária àquilo que se queria dizer? Acontece, infelizmente.  Algumas coisas que se diz causam um efeito que só percebemos um tempo depois. Então, pensamos "não deveria ter dito isso!", bom... tarde demais. Talvez eu seja um bocado atrapalhada, impulsiva e ansiosa. Mas nada é por mal, ao contrário, sou do tipo que se cala, muitas vezes, que não quer confusão, quer paz com tudo e todos, apesar disso ser impossível. No entanto, uma pequena observação, se eu não pensar muito antes, pode virar algo de grandes proporções.  Não me preocupo tanto com ess...