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Mostrando postagens com o rótulo insegurança

Felicidade, preocupação desnecessária

Perguntado, em uma entrevista, sobre o que é a felicidade hoje, Contardo Calligaris , doutor em psicologia e psicanalista, prefere falar em condições de bem-estar das pessoas. Para ele, ligamos felicidade à satisfação de desejos. E "nenhum desejo pode nos satisfazer plenamente" . Justifica nos dizendo que o fato de se desejar muito um homem, uma mulher, um carro, um relógio, uma joia ou uma viagem não tem relevância. No dia em que se tiver aquele homem, aquela mulher ou qualquer daqueles objetos de desejo, também se dará conta de que está na hora de desejar outra coisa. "Esse mecanismo sustenta ao mesmo tempo, um sistema mercadológico, o capitalismo moderno e o nosso desejo que não se esgota nunca." Neste sentido, está certo o terapeuta, quando nos diz que   "a felicidade, em si, é uma preocupação desnecessária.". É preciso repensar como são feitas as escolhas. Há um desejo de viver uma aventura, no entanto, para Calligaris , os sonhos estão pe...

Mentir é preciso?

Hoje, assisti em um telejornal do  Globo News a  um   debate, cujo tema era  "É necessário mentir?",   em que se levantaram muitos lados dessa questão.  Por que mentimos? Viver em sociedade é impossível sem pequenas mentiras? Existe mentira branca, mentira leve? Segundo os debatedores, nossos atos têm consequências e, para conseguirmos nos relacionar em sociedade, é necessário mentir.  É claro que, aqui, trata-se de pequenas mentiras que são ditas para não ofender ou magoar as pessoas, como, por exemplo, se alguém muda seu visual e pergunta eufórica se a outra gostou - e ela não gostou -, mas responde que "sim, claro, ficou bom!". Mentiu .  Eu, sou sempre pela verdade e sinceridade nas relações, mesmo porque, talvez por um traço meu de ansiedade, sou transparente demais e não consigo sustentar uma mentira. Quem me vê, logo percebe. Mas num caso desses, talvez eu também mentisse, e talvez a pessoa até percebesse que mentia. É, mentiria,...

Segurança, mudanças e riscos

"Cada história nos diz Algo sobre quem a contou Não há um destino a cumprir Toda escolha diz quem eu sou." (Lulu Santos) Durante muito tempo acreditei na ideia de que criar vínculos afetivos, laços de afinidade e de conhecimento duradouros fosse essencial para as relações do meu dia a dia, quer pessoais, quer profissionais, de amizade ou quaisquer outros. Como professora, trabalhava anos seguidos com os mesmos alunos, pois julgava mais produtivas as relações e, consequentemente, o aprendizado. E eram.  Para tudo sempre agi assim: o salão de beleza que sempre frequentei, as mesmas lojas, o posto de gasolina, além do mesmo eletricista e o pintor. E ainda tinha o supermercado, a farmácia ou a padaria preferidos. Curioso isso. Passamos a ter confiança nas pessoas e sabemos o que podemos esperar delas, bem como elas, de nós.  Mas até que ponto essa busca por vínculos duradouros não existe apenas para nos dar certa sensação de segurança diante das relaçõ...