Desde a mais tenra infância fomos ensinados a refrear certos sentimentos; era feio ter inveja, raiva, ódio e por aí vai. Mas será mesmo? E quem é a santa que só tem no coração bondades e caridades para com seu semelhante? Querendo ou não, os sentimentos - bons ou maus - aparecem, mas nos ensinaram que os piores - aqueles - devem ser afastados, em nome já esqueci de quê. E como fingir que eles não existem, como ignorar o que está dentro do peito?Que tal tentar conviver com eles reconhecendo que somos apenas pessoas, para o mal e para o bem? Digamos que sua grande amiga seja maravilhosa, tenha dez centímetros mais do que você e dez quilos menos; além disso, é charmosa, inteligente e generosa, o que, aliás, não é nenhuma vantagem, com tantas qualidades, e consegue seduzir, sem esforço, todos os homens do pedaço, inclusive ele - aquele. Que raiva; que inveja. Fazer o quê? Em primeiro lugar reconhecer, com todas as letras, o que está sentindo e as razões desses sentimentos. Feito i...
"Todo mundo deveria escrever uma ou duas páginas por dia, contando como têm sido seus dias, falando sobre sua vida, suas alegrias, tristezas, decepções, felicidades..."