Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Zigmunt Bauman

Nossa forma particular de ser feliz

"Liberdade na vida é ter alguém pra se prender." (Fabrício Carpinejar) Talvez o escritor, poeta e artista multimídia Fabrício Carpinejar tenha, com esse paradoxo genial, encontrado o que é sua fórmula de felicidade. Não há dúvidas, receita para felicidade não existe, porque só o tempo e nossas experiências felizes (ou não) é que vão nos indicando tudo aquilo com o que nos identificamos; o que gostamos, o que nos dá prazer, o que nos faz pessoas melhores, o que nos dá paz de espírito e serenidade. Mas nessa busca, vamos tateando aqui e li, andando meio no escuro, errando, acertando, vencendo barreiras. E só vemos que estamos num processo de amadurecimento, quando nos deparamos com alguma adversidade. Nesses momentos, quando temos os amigos e a família ao nosso lado para nos apoiar é sempre bom, mas nunca é garantia de que superaremos os problemas, porque somos seres solitários, individualidades caminhando, buscando nossa identidade que tende a se modificar confor...

A fragilidade das relações

Para o programa cujo tema foi "Transformações do mundo contemporâneo" , a CPFL Cultura entrevistou, em  Lies , na  Inglaterra , o sociólogo polonês Zigmunt Bauman . Nessa entrevista, o sociólogo e escritor aborda sinteticamente assuntos importantes como a política mundial, o meio ambiente e o mundo globalizado; expõe sobre a democracia, o saber, a educação, as relações pessoais, o mundo virtual e a busca da felicidade.  Como achei muito interessante tive vontade de escrever sobre o ponto em que ele aborda as relações pessoais.  Sendo tema o mundo contemporâneo, ele inicia falando da amizade, o mundo virtual e as redes sociais que facilitaram bastante a comunicação e a possibilidade de conhecermos muitas pessoas. No entanto, ele deixa bem claro que esses "amigos" que adicionamos em grande número, e num pequeno espaço de tempo, em nossos perfis não é o amigo que ele sempre considera como tal.  Explica o sociólogo que temos hoje a facilidade de ad...

A busca incessante de amor

"Amor em tempos de pressa" é o título de um artigo que encontrei numa das revistas que estava organizando. Parei para reler e me interessei pelo assunto. O artigo iniciava com a explicação do sociólogo polonês Zigmunt Bauman para o fato de as relações amorosas serem tão instantâneas atualmente. Para ele, autor do livro "Amor líquido" , esses relacionamentos acompanham o ritmo de consumo exacerbado que vivemos. Explica o escritor que, do mesmo modo que consumimos objetos e depois os trocamos por outros mais novos, e ainda, levados pela publicidade e a mídia que torna tudo muito mais atraente; também no amor há uma sede de consumo. Para ele, "pessoas diferentes, namoros, experiências sexuais: todos nós teríamos uma ânsia em provar tudo e, ao mesmo tempo, sentir uma sensação de prisão, quando finalmente estivéssemos com alguém."  Sim, pois logo partiríamos para outras conquistas, talvez maiores ou mais emocionantes. Concordo que vivemos uma épo...