6 de outubro de 2009

Tomando chuva sem pensar


Um amigo meu me sugeriu, agora há pouco, que enquanto ele assistisse a um episódio de uma série, eu escrevesse um post novo. Como se fosse fácil igual a tomar água, buscar um doce na geladeira ou abrir a janela. Pode?
Até poderia tentar se eu tivesse assunto. Mas meu pensamento não tem me levado a algo interessante. 
Dia desses fui visitando blogs amigos e fui me perdendo pelos links dos amigos dos amigos, e quando vi, nem sabia mais como havia chegado ali. Cheguei em um texto cuja autora dizia estar sem inspiração para escrever naquele dia e foi escrevendo, mesmo não sabendo o que escrever. 
Será que o problema está em como começar? Eu até vim aqui conforme meu amigo falou e, como a tal moça, não sei sobre o que escrever. Falar sobre o quê? Nada me ocorre... Eu poderia falar das Olimpíadas no Rio em 2016... Não... 
Bom, eu poderia escrever sobre meu dia, sobre trabalho, algo sobre a primavera que agora realmente chegou. Dias quentes e bonitos, mais cor, mais beleza e chuva no fim do dia. Chuva... Ah, hoje cheguei da minha caminhada diária antes que a chuva viesse com toda sua força. Ela foi boazinha comigo, pois ia deixando alguns pingos na minha testa me avisando para apertar o passo. E foi o que fiz. Cheguei sequinha, escapei dela. Pensando bem, com o dia quente que havia feito, seria até gostoso tomar uma chuvinha. 
Aliás, quando eu era menina, adorava andar devagar, quando a chuva me pegava de surpresa. Sempre imaginava que correr não me deixaria menos molhada, então, era caminhar e curtir. É, mas não foi isso que fiz hoje. Agora, já mais velha, pondero os fatos, penso que vai molhar a roupa e o tênis ou posso ficar resfriada, vão ficar me olhando; esses pensamentos que nos levam, muitas vezes, a acabar com algumas emoções interessantes. Deixamos de fazer o que nos dá prazer, porque, infelizmente, criamos motivos para tolher vontades, desejos, diversão, emoção. 
Estamos vivendo dias em que nada pode sair do planejado: o caminho, a hora, a roupa, enfim... a rotina. Ela, a rotina, faz com que deixemos de sentir pequenos prazeres que guardamos no bolso e deixamos lá, e um dia colocamos a mão e vemos que seria bom senti-los de novo. Eu deveria mesmo é, ao perceber os pingos na testa, ter andado mais devagar, só para a chuva me alcançar. Aliás, talvez tenha sido esse o recado dela com seus pingos. Teria feito algo bem diferente no fim do meu dia, sem pensar muito, sem me preocupar, sem ponderar... 
Deveria mesmo é lembrar daqueles tempos em que eu vinha devagarzinho debaixo de chuva. E era muito bom! Pensar nisso tudo me fez até refletir melhor no que vamos deixando de fazer... E no final das contas, olha só, até escrevi um post! Vou mostrar pro meu amigo.

2 comentários:

  1. Oi Rita... adorei isso... viajar pelo seu pensamento... huma experiência ecantadora.
    Toda idéia sempre começa como huma folha em branco. E a maioria de nós se sente intimidada diante dessa folha. Mas o pensmento flui... e, sem perceber, a idéia já está germinando...
    E a sua chegou a hum ponto muito interessante... me fez viajar no tempo e me lembrar de dias inconsquentes, quando huma caminhada na chuva era huma agradável aventura... saudade disso... saudade de ser isso.
    Obrigado por me fazer lembrar!
    Hum beijo grande!

    P.S.: Tenho certeza que seu amigo ficou muito feliz quando vc contou... ;)

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  2. Acho que pequenas e "agradáveis aventuras" como essa fazem falta na vida da gente.

    "Saudade de ser isso" também!

    Tks, Vlad.
    Beijos!


    Ah! Meu amigo gostou, sim!
    ;*

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