21 de julho de 2008

Quanto você gosta de si mesmo?


Parece uma bobagem, não é? Gostar de si... Claro que gostamos de quem somos e do que construímos até hoje para nossas vidas. Mas será mesmo? De repente dizemos isso, e não é bem aquilo que realmente carregamos dentro de nós como uma verdade. 
Mentimos para nós mesmos? Não! Só não sabemos que lá dentro temos algumas vontades e desejos não satisfeitos (é, temos sim!). Fomos sempre criados a fazer o bem para os outros, sermos pessoas boas, sermos solidários, ajudar a todos, agradar os que estão à nossa volta... Sermos milhões de coisas boas e maravilhosas que esperam de nós. E fazemos tudo isso!
Mas será que, em alguns momentos, não esquecemos de olhar para dentro de nós e ver se estamos fazendo tudo que desejamos, tudo que sonhamos? Estamos ousando?! Estamos realmente vivendo tudo dessa vida? Sendo "egoístas" um pouquinho, sem medo e sem culpa? É, porque ser generoso é bom e bonito, mas perde o valor se esquecemos destas pessoas legais e importantes para nós: "nós mesmos". Este "eu" interessante que somos! É... Você se curte?! 
Olha para o espelho e diz: "Ai, como gosto de você!" Não, você não está sendo narcisista! Só está se dando o devido valor. Tem se amado o suficiente para estar feliz e forte para os momentos mais difíceis da vida (seus e dos outros)? Tem se amado para que os outros vejam nos seus olhos o brilho de quem está de bem com a vida? Tem se amado a ponto de explodir de contentamento e, assim, poder doar-se de corpo e alma para aquele que está ao seu lado? 
Aí, sim, é que podemos pensar nos outros com sinceridade. Podemos dividir o que de bom construímos. Sermos solidários quando satisfeitos faz com que pensemos na vida sem rancor, sem melancolia nem tristeza, muito menos com egoísmo. 
Amar-se é essencial! Amar-se, sonhar e procurar satisfação para os desejos mais profundos de nosso ser é necessidade urgente. Só assim podemos dizer que gostamos destes que somos. Sim, com qualidades, defeitos e imperfeições. Sim, pois quando passamos a conhecer todos os nossos defeitos (até os inconfessáveis) e a compreendê-los, podemos ver que todos somos seres em crescimento, e que muito podemos e devemos fazer para sermos pessoas melhores ainda. 
Olhe-se no espelho com carinho e sinceridade, e diga para si mesmo: "Puxa, como gosto de tudo isso que você é!" O que verbalizamos nada mais é que nossos pensamentos, e o que pensamos vem impregnado de nossos melhores (ou piores) sentimentos. E então...? Quanto você gosta de si mesmo? Você se ama? De verdade? 
Meu pensamento tem me levado a estas reflexões, e percebo que se amar, e muito, não é egoísmo mas necessidade, para que mais tarde nós mesmos, de uma forma ou de outra, não nos cobremos exatamente disso, pois, de uma forma ou de outra, inconscientemente nos cobramos, sim! 
Então, ame-se, com respeito, carinho e, acima de tudo sinceridade. Você é muito importante! Como eu sou! Como todos somos!

Um comentário:

  1. Oi Rita,

    você levantou uma questão que parece simples, fácil, todo mundo fala do assunto, mas que se tem muita dificuldade de realizar na prática: Amar-se a fundo e de verdade.

    Parabéns pelo texto objetivo e também pelo belíssimo blog. Gostei muito!

    Um beijo,
    Chris

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