24 de março de 2010

O mergulho silencioso e interior


Todos nós, em algum momento da vida, diante de alguma tristeza ou alguma grande dificuldade sentimos a necessidade de encontrar respostas para questionamentos sobre o que somos e o que é a vida. Cada um tem seu caminho. Uns buscam respostas na religião, outros na meditação, outros em terapia, outros na literatura. E tudo é importante, toda busca é válida e necessária, se através dela a pessoa consegue encontrar-se, encontrar um caminho para o conhecimento do que a infelicita, a cura de algo que nem ela consegue entender. 
Isso não é fácil. É um processo interior difícil e muito complicado, porque somos seres complexos, somos um mundo desconhecido dentro de nós. Palavras não traduzem nossos pensamentos e sentimentos, nossas angústias e emoções. Decifrar-nos é crescimento, é experiência de vida. E quando vemos frutificar nossas buscas, o sentimento é de grande vitória, mesmo que elas sejam pequenas e uma de cada vez. Compreender a nós mesmos é muito difícil, mas essencial para nossas vidas. E não existe uma verdade nem fórmulas nem regras, e isso nos enriquece, nos torna seres diferentes com a possibilidade de aprendermos uns com os outros nos caminhos que se cruzam pela vida. Felicidade é nosso objetivo e nossa busca. Felicidade pode ser abrir a janela e ver a lua brilhante que nos causa grande emoção e grande bem. 
Li numa revista a seguinte frase: "práticas que investem no mergulho silencioso e interior podem ser tão produtivas e curativas quanto a relação entre um terapeuta e seu paciente". Então, isso quer dizer que só nós mesmos temos a chave de nosso prazer de viver em comunhão com o que está a nossa volta. O mergulho para dentro de nós quem faz somos nós mesmos. 
Existem muitas pessoas em nossa vida com as quais aprendemos, pessoas que nos dão perspectivas que não tínhamos. Mas como equacioná-las para a nossa vida, só nós conseguiremos através de mudanças. E para mudar, precisamos fazer escolhas. E estas são mudanças interiores e as escolhas, íntimas. 
Talvez as reviravoltas de nossa vida - esses sofrimentos por que passamos - sejam sinais para que despertemos para algo novo de que estamos necessitando. E nessa busca vamos descobrindo que, o que nos parecia difícil de entender ou aceitar era o caminho que precisávamos para essa viagem em direção ao que somos em essência. Essas descobertas nos ajudam a ter controle sobre nossas emoções, sobre nossos sentimentos e ações, o que nos dá o equilíbrio de que precisamos para viver bem. 
E esse processo não se finda, ao contrário, será constante, assim como cada vitória será um aprendizado gratificante. Viver é uma viagem. Que possamos, então, fazer dela uma boa viagem.

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