28 de agosto de 2008

Críticos de mais, tolerantes de menos

Às vezes me pego sendo muito crítica com tudo. Crítica com as situações e pessoas. E o que acho pior: crítica comigo mesma. E o que nos torna assim tão críticos? Será medo do erro? 
Medo de cobrança como aquelas a que fomos submetidos toda a vida, pelo pai, mãe, professor, chefe e, consequentemente, a que nós próprios acabamos por nos submeter? 
Será que na busca pelo "melhor de nós" acabamos sendo pouco tolerantes com nossas dificuldades naturais e nosso jeito de ser, e vamos imprimindo em tudo que fazemos a necessidade de tudo sempre dar certo? E por que "sempre"? Erros existem! 
E eles existirem é algo natural. Será que estabelecemos um padrão de cobrança diante de nós mesmos e nossas atitudes do qual fica até difícil fugir? 
Existem pessoas que crescem quando exigidos, quando desafiados ou pressionados. Faz parte da personalidade. Então, uma crítica pode tornar-se um desafio, uma alavanca para o crescimento e obtenção do planejado. Ótimo! Mas será que todas as pessoas são assim? Será que todas funcionam bem diante da cobrança excessiva, diante da pressão? 
Se nem todas as pessoas reagem de forma positiva diante de situações de pressão e crítica, elas precisarão buscar mais e mais equilíbrio emocional para que essa mesma crítica seja algo positivo e não arrasador. Será isso uma coisa fácil? E se o mundo já nos cobra bastante, sermos muito críticos conosco, até que ponto é bom? Até que ponto eu crítica de mim mesma estou tolerando meus erros ou dificuldades como etapas naturais no caminho da vida? 
Não nos dizem sempre que, quando erramos é que aprendemos e crescemos? E por que, mesmo assim, é tão difícil, para nós, aceitarmos os erros como naturais? E ficamos nos sentindo, inconscientemente, como que punidos, como éramos quando crianças. 
Somente a crítica que nos leva ao crescimento é que tem valor. Sermos tolerantes com nossos erros não é o mesmo que sermos complacentes. Sermos generosos conosco nesses momentos é necessário, para que possamos aprender com as dificuldades, e não deixar que elas nos paralisem. 
Melhor seria, se lembrássemos que a vida é como a criança que aprende a andar, e tropeça. Levanta e, mesmo que tropece outras vezes, continua levantando, porque está aprendendo a andar! 
Assim, se errar é o natural da vida, sermos mais tolerantes nos beneficia até em nossa própria autoestima. Então, vamos levantar, dar um novo passo... e caminhar! Sem tanta cobrança e tanta culpa!

Um comentário:

  1. Toda essa questão sobre o "erro", é algo interessante. Claro que ninguém quer errar, mas indiscutivelmente o erro nos faz ver e sentir cada situação com olhos diferentes.
    Para se entender a grandeza do errar, deve-se antes entender o que é "culpa" e "responsabilidade". E isso é muito legal. Quando algo é responsabilidade sua e você erra, temos uma questão. Quando você erra e se culpa, temos outra bem diferente!
    Responsabilidade é algo que nos ajuda diretamente e a nos conhecer. A culpa é algo que paralisa essa busca. ( ambos são necessários )
    O erro, está em tudo, disponível a todos e a qualquer hora! só nos faz ver melhor cada situação!

    bejoca!

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