1 de junho de 2008

Reação e ação


Venho pensando muito em nossas reações diante do estresse e da pressão dos problemas que enfrentamos no nosso cotidiano.
Coincidentemente, li num artigo que um estudo coordenado por uma psiquiatra da Universidade de Carnegie Mellon, de Pittsburgh, nos EUA, revelou que é saudável (dentro dos limites do razoável) que se reaja com raiva, indignação e irritação a uma determinada situação. 
Segundo o estudo, reagir com medo eleva a pressão sanguínea, os batimentos cardíacos e a secreção do hormônio cortisol. Diz a psiquiatra que o medo é uma emoção que implica em perda de controle, enquanto a irritação, raiva e indignação sugerem a tomada de uma ação. 
Se formos analisar nossas próprias reações diante do que nos acontece no dia a  dia, perceberemos aquelas que aliviam nosso estresse, ou não. É comum vermos pessoas que não guardam emoções, são aquelas que logo reagem expondo toda sua irritação. 
A pressão pode também fazer com que outras guardem para si mesmas essas emoções, boas ou más. Fico então pensando que nem sempre sermos pacíficos implica em estarmos em paz com nossos sentimentos. Sermos conciliadores nem sempre implica que estamos de acordo; como aceitarmos situações difíceis para nós nem sempre quer dizer que somos resignados (o que é muito difícil, venhamos e convenhamos!). Dessa forma, muitas vezes agimos em nome de uma paz ambiente e não percebemos que camuflamos emoções e sentimentos. Nem percebemos o quanto isso pode vir a nos fazer mal. 
Pressão, estresse, agitação, irritação são constantes em nossas vidas. Assim, é necessário encontrarmos maneiras de nos estabilizar, de nos conhecer e, acima de tudo conhecer os tipo de reação que temos diante de tudo isso. 
Se, ao contrário do medo, que paralisa; indignação e raiva levam a ação, talvez seja mesmo interessante que venhamos a nos indignar mais e sermos mesmo menos passivos. Indignar-se e ter raiva não quer dizer que devemos ser agressivos, mas, sim que devemos ter uma postura dinte de situações em que isso seja necessário. E para o nosso próprio bem. Nossa saúde responderá um dia a todas as nossas emoções em desequilíbrio. 
Que nossas reações nos levem a ações profícuas, que nos mantenham em equilíbrio, estáveis e saudáveis. Mesmo porque, corpo, alma e mente não são desconectados. Somos um conjunto que visa viver em equilíbrio, com saúde e felicidade.

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