25 de junho de 2008

Encontros e desencontros

Cheguei à conclusão de que nada sabemos de nós. Sofremos em nossos relacionamentos e na forma como nos expressamos na vida por imprimirmos em nosso agir as consequências de problemas inconscientes que trazemos e nem desconfiamos. 
Nosso inconsciente fica lá nos enviando mensagens que nem sabemos decodificar e vamos caminhando e fazendo escolhas que nem sempre são boas e construtivas para nós. Esse eterno desencontro das pessoas, principalmente nos relacionamentos, acontece, muitas vezes, por essas motivações internas. 
Existem pessoas que não conseguem estar presas a relacionamentos que as impossibilitem de serem livres para conhecer outras pessoas; livres para alçar voos; livres para se expandir, pois são desejos que possuem lá em seu íntimo. 
Por outro lado, existem aquelas pessoas que buscam com grande vontade a aproximação, o amor, a paixão, o cuidado do outro, buscam amar, e amar cada vez mais, talvez até porque sintam seus laços e vínculos tênues. E se pessoas assim, com desejos íntimos tão diferentes, opostos até  - uma quer liberdade, outra o apego -, juntam-se num relacionamento, tendem a se distanciar um dia, pois uma pode sentir-se sufocada e a outra sofrer pela sensação de rejeição e desamparo. 
Ambas expressam seus desejos ou frustrações na forma de agir e se relacionar. Ambas podem amar e não saber que essa forma de agir causa sofrimento. E tudo isso por características próprias que ambas vêm trazendo durante suas vidas. 
E será que nada pode ser modificado? Nada pode ser reinventado a fim de que se possa viver melhor com as pessoas, seus próprios sentimentos e desejos? 
Mudar não é tão simples assim. É muito mais complicado que imaginamos. No entanto, é um desafio. "Crescer é difícil!", já ouvi isso. Mas se o relacionar-se bem é o que se quer, realmente, o primeiro passo já é o início de uma grande mudança que, acredito, vale a pena. 
E a mudança deve começar pela busca do conhecimento de nossos reais sentimentos e desejos, para que nossas relações possam ser mais felizes, com mais encontros que desencontros.

2 comentários:

  1. "Amor não é se envolver com a "pessoa perfeita", aquela dos nossos sonhos.
    Não existem príncipes nem princesas.
    Encare a outra pessoa de forma sincera e real, exaltando suas qualidades, mas sabendo também de seus defeitos.
    O amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser."
    (Mario Quintana)

    Será que amor e paixão são coisas iguais? Paixão é hum amor egoísta, como disse huma vez Alexandre Dumas. Mas amor pressupõe algum tipo de concessão. É assim que se vive a dois.

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  2. Mas amor pressupõe algum tipo de concessão."

    Eu concordo, Vlad. E será que as pessoas estão dispostas a isso?

    Beijo.
    :*

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